Reciclagem
e aproveitamento de resíduos
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Após
quatro anos da sua fundação por um grupo
voluntário de colaboradores da Fundação
de Medicina Tropical (FMT), a Associação
de Apoio à Criança com HIV, Casa Vhida,
inaugurou, no dia 10 de julho, (sábado), sua
sede própria, um lar, capaz de atender e dar
maior conforto às crianças portadoras
da doença. |
O 5º Fórum de Responsabilidade Social Empresarial,
realizado pela Comissão de Cidadania Empresarial do
Centro da Indústria do Estado do Amazonas - Cieam, na
semana passada, teve como tema o empreendedorismo social e
ambiental, visando a melhoria do meio ambiente e a geração
de emprego e renda, por meio de projetos alternativos.
Os setenta participantes do evento ficaram impressionados
com
o talento
e a criatividade dos palestrantes.
Os palestrantes Lúcio Ventania, educador e bambuzeiro,
que atua na Organização Não-Governamental
Bambuzeria Cruzeiro do Sul (Bamcrus) e a eco-designer, Águida
Zanol, diretora da ONG Reciclar-T3, expuseram suas experiências
profissionais aliando responsabilidade social com a conservação
do meio ambiente, resultando num somatório de ações
que vão de encontro ao bem-estar pessoal e profissional
de pessoas de baixa renda que poderão utilizar os resíduos
industriais, domésticos e da própria natureza,
com um toque de design e arte, em belas peças de
roupa, bijuterias ou em arte.
Á
guida Zanol ressaltou sua atuação profissional
na Reciclar-T3, entidade sem fins lucrativos que atua na transformação
do lixo em matéria-prima, levando para as comunidades
carentes a importância tecnológica e social dos
trabalhos realizados pelas pessoas envolvidas que passam não
só a valorizar o lixo como estimular a criatividade.
O fato de a Amazônia ser considerado um local propício
para trabalhos que vão de encontro aos interesses da
preservação do meio ambiente, Águida Zanol
acredita que Manaus é um local ideal para ser implantado
um centro de referência internacional voltado às
questões da natureza. Na opinião da designer
a implementação de políticas públicas
voltadas para a geração de emprego, trabalho
e renda é de fundamental importância para combater
o desemprego em Manaus e nas várias capitais brasileiras.
Nada melhor, mencionou, o engajamento de empresários
preocupados com a responsabilidade social em trabalhos dessa
natureza onde a matéria-prima custa zero.
Dentre as habilidades de Zanol está a de transformar
faixas feitas de pano de algodão (muito utilizadas por
políticos ou para lançamentos de produtos)
em um lindo terninho; banner em bolsa de passeio e de viagem;
saco de cimento pode ser transformado num lindo casaco.
As latas em geral podem virar um porta-agenda.
Segundo Zanol o trabalho realizado pelo instituto Reciclar-T3
resgata não só o indivíduo no contexto
social, mas também no psicológico. "Ao identificarmos
o talento de uma pessoa estamos resgatando sua auto estima",
avaliou. O projeto da ONG existe oficialmente desde 1998, mas
sua idealização aconteceu há 12 anos.
Lúcio Ventania que utiliza o bambu como matéria-prima
transformando em produtos que vão de uns simples brincos,
pulseiras e porta-cartão a uma sofisticada movelaria
a produtos de decoração, disse que o objetivo é produzir
objetos de alta durabilidade e biodegradáveis sem agredir
o meio ambiente, ou seja, implantando o desenvolvimento sustentável. "Qualquer
objeto pode ser reproduzido a partir da matéria-prima
bambu como casas", afirmou.
No workshop promovido pelo Cieam, Lúcio Ventania, falou
das experiências realizadas pela ONG Bamcrus, que está gerando
trabalho e renda em várias capitais brasileiras
a partir do bambu, com grupos de pessoas carentes. No trabalho
que realiza
o bambuzeiro disse que prepara as pessoas para inseri-las
na atividade profissional.
Ventania também comunga da opinião de que Manaus é um
excelente local para se trabalhar com bambu, estando inclusive
disposto a firmar parcerias com empresas para a construção
de uma fábrica de bambu, visando produzir objetos para
presentes como porta-cartão, pastas, estilo presidente,
banquinhos, entre outros. "É uma excelente contribuição
para levantar a auto-estima das pessoas que residem nas comunidades
carentes da cidade, que vivem na ociosidade por se encontrarem
desempregadas, além de propiciá-las renda para
seu sustento e de suas famílias", assegurou.
Segundo o educador, as empresas interessadas em investir
em projetos dessa natureza vão estar dando uma grande contribuição
de responsabilidade social, visando o resgate da cidadania
da população necessitada. A Bamcrus tem como
política o Programa de Desenvolvimento do Ciclo do Bambu
do Brasil, no qual os participantes são estimulados
a desenvolver a criatividade. " Os envolvidos passam por
todo o processo de produção", assegurou.
O diretor-presidente da Multibrás da Amazônia,
Ulisses Tapajós, é favorável que as empresas
do Pólo Industrial de Manaus (PIM) sejam inseridas
no contexto social do Estado, procurando dar sua parcela
de responsabilidade
social para com a comunidade local.
Casa
Vhida ganha nova sede para dar maior conforto a crianças
portadoras de HIV
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Após quatro anos da sua fundação
por um grupo voluntário de colaboradores da Fundação
de Medicina Tropical (FMT), a Associação
de Apoio à Criança com HIV, Casa Vhida, inaugurou,
no dia 10 de julho, (sábado), sua sede própria,
um lar, capaz de atender e dar maior conforto às
crianças portadoras da doença.
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Apoiada por cerca
de 55 empresas, dentre as quais Philips da Amazônia, Multibrás da Amazônia, Technos,
Microservice, Kodak, Tecnocargo, Jabil, todas associadas
ao CIEAM.Contou ainda com o Conselho de Desenvolvimento Humano
(CDH), Prefeitura Municipal de Manaus, além de recursos
internacionais, da Fundação Suez (França)
e Fundação Bill Gates (Estados Unidos).
Fundada em dezembro de 1999, a Casa Vhida tem 215 crianças
cadastradas. Desse total, 60 foram diagnosticadas como soropositivas
e outras ainda encontram-se sob investigação.
Vinte e seis moram no local, contando com assistência
permanente, que passam a receber medicamentos e suporte psicológico.
As crianças são visitadas pelos parentes e
familiares ou são levadas para passeios pelos padrinhos
que se sensibilizam com elas e as adotam, ajudando-as ou
proporcionando-lhes momentos de alegria. O compromisso da
entidade com os pequenos estende-se aos irmãos. Há casos
em que, ficando órfão, o portador da doença
passa a morar na casa e a entidade passa a assistir também
os irmãos, para não separá-los.
A médica Solange Andrade , diretora da Casa Vhida,
explica que em muitos casos o atendimento começa mesmo
antes de a criança nascer, quando a mãe, infectada,
recebe orientações e tratamentos adequados
para minimizar a possibilidade de o bebê vir a ser
infectado. Somente aos dois anos, quando a criança
nasce de uma mãe portadora da doença, pode-se
ter a certeza de que ela adquiriu ou não o vírus
HIV. Antes disso, é considerado um "bebê exposto
ao HIV", devendo ser acompanhado desde a gestação.
O contágio pode ocorrer dentro da barriga da mãe,
na hora do parto ou por meio da amamentação. "Nosso
trabalho consiste em tentar evitar que as crianças
fiquem infectadas, seja por meio do tratamento da mãe
ou fornecendo o leite que elas precisam para se alimentar,
já que não podem contar com o aleitamento materno",
informa Solange Andrade . Caso seja contaminada, a criança
passa a dispor de toda a estrutura que a Casa Vhida oferece
para que leve uma vida alegre como toda criança merece
ter, com lazer, descontração e tendo acesso
a serviços médicos, psicológicos e pedagógicos.
Se não for infectada, recebe alta.
A nova sede, cujo terreno foi doado pela Prefeitura, em
2003, o prédio de dois pavimentos é dividida
em dois blocos: um administrativo e assistencial e outro
residencial e pedagógico, área de lazer apropriada
para as crianças que poderão ter contato com
a natureza, uma quadra para a prática de esportes,
quatro dormitórios confortáveis, e berçários
(a atual sede dispõe de dois quartos e um berçário).
Para a médica, a nova sede representa a concretização
de um sonho:poder oferecer uma vida melhor para as crianças
assistidas pela entidade. "Estas crianças já enfrentam
uma batalha muito árdua contra a doença, e
ficamos felizes em poder tornar esse fardo menos pesado,
dando momentos de alegria, lazer e descontração",
afirma Solange. O desafio, acrescenta a médica, é fazer
com que as crianças não sintam a diferença
entre viver tendo que enfrentar uma doença que não
tem cura e levar o dia a dia normal, como qualquer pessoa
sadia.
Solange Andrade explica que 10 colaboradores, entre empresas
e pessoas físicas, ajudam de forma permanente com
os custos do projeto, que serão maiores agora com
a ampliação da casa e precisará de mais
adeptos. "Temos que agradecer os que sempre colaboraram
e apoiaram na manutenção da casa e na construção",
diz a diretora. Para ajudar a Casa Vhida, pode-se ligar para
o telefone 234-3453 até o final do mês de julho
e para o número 656-1250 a partir de agosto, quando
a entidade estará funcionando na nova sede.
Quer ajudar?Depósitos devem ser feitos nominais à Associação
de Apoio à Criança com HIV, Banco Bradesco,
agência 482-0, conta 624913-2. Visite o site na Internet
www.casavhida.com.br que está sendo reformulado e
que foi elaborado sob o patrocínio da Rede Amazônica
e Portal Amazônia.
Patrícia Oliveira - Comunicação Empresarial
- Multibrás da Amazônia S/A
Mulheres do
Pólo
Industrial de Manaus, recebem homenagem do CIEAM
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No
dia 8 de março
de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica
de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica,
para reivindicarem a redução de um horário
de mais de 16 horas de trabalho por dia, para 10 horas.
Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam
menos de um
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terço do salário dos homens, foram fechadas na
fábrica onde, houve um incêndio, no qual cerca
de 130 mulheres morreram queimadas.
Em
1910, numa conferência internacional
de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas
mulheres que morreram queimadas, comemorar o 8 de Março
como "Dia Internacional da Mulher".
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas, reconhecendo
a importante participação da mulher no Pólo
Industrial de Manaus, entregou o “CIEAM 2003”,
troféu que reconhece e presta uma justa homenagem, àquelas
que representam 60% da mão-de-obra do Pólo
Industrial de Manaus.
As mulheres que mais se destacaram no segmento no ano de
2003, receberam o troféu em um evento que contou com
a participação das empresas associadas, parceiros
e convidados.A Sra. Sandra Braga, Primeira Dama do Estado
e Presidente do Conselho de Desenvolvimento Humano, recebeu
homenagem especial.
Receberam o troféu “Cieam
2003”
01. Dra. Flávia Grosso – Superintendente da
SUFRAMA.
02. Vanessa Graziotin – Deputada Federal.
03. Dra. Isa Assef – Diretora da FUCAPI.
04. Profa. Maria José Silva – Diretora do
SEBRAE/AM.
05. Profa. Rosa Pontes – Diretora do Isae.
06. Deisy Athaíde – Gerente de Materiais da
Kodak.
07. Vânia Thaumaturgo – Gerente de Recursos
Humanos da Nokia.
08. Kellen Osmídio – Gerente Executiva da
Junior Achievement.
09. Rozenilda Rocha – Chefe de Manufatura da Multibras.
10. Francisca de Fátima Ferreira – Supervisora
de Produção da CCE.
2º Fórum
de Cidadania Empresarial – O
Relatório Anual e o Balanço Social
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Cerca de vinte e
cinco empresas participaram durante o dia 26 de abril,
no auditório da Suframa , do 2º Fórum
de Cidadania Empresarial, promovido pelo Centro da
Indústria do Estado do Amazonas – Cieam.
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Na abertura do
evento, o presidente do Comitê Executivo da Comissão
de Cidadania Empresarial da entidade, Ulisses Tapajós
Neto, disse que as empresas ali representadas por seus diretores
e gerentes estão plantando a semente da ação
voluntária no sentido de diminuir as desigualdades
sociais. “Há pessoas que lêem história,
vocês estão fazendo a história”,
disse o executivo numa referência ao comportamento
pioneiro e lúcido dos que saíram dos gabinetes
para emprestar tempo e talento em prol da causa social.
Ele continuou enumerando os sete itens que são os
objetivos da Comissão este ano: capacitação
das empresas para realizar o balanço social, divulgar
a possibilidade de destinação de percentuais
do Imposto de Renda para projetos sociais, pesquisa para
detectar as carências das comunidades pobres da periferia,
desenvolvimento de programas de geração de
renda, organização dos Executivos Voluntários,
realização do dia V e o Natal da Esperança.
Para o instrutor do workshop, Roberto Gonzalez, ao se orientar
para a elaboração dos balanços sociais
das empresas, deve-se lembrar que “Não há receita
de bolo para ser copiada, cada caso é um caso, que
deve ser levado em conta pelos gestores”, ensina.
Durante a atividade os participantes tiveram oportunidade
de conhecer aspectos teóricos, relato de experiências
e modelos existentes, bem como receberam orientações
e esclarecimentos do especialista a cerca da elaboração
do balanço social – o mais importante veículo
de comunicação da responsabilidade social empresarial.
O Que é Balanço Social
O Balanço Social é um demonstrativo publicado
anualmente pela empresa, que reúne informações
sobre os projetos, benefícios e ações
sociais dirigidas aos colaboradores, investidores, acionistas,
fornecedores e à comunidade.
Ao realizar o Balanço Social a empresa é capaz
de avaliar como vem desempenhando a responsabilidade social
corporativa e qual o grau de preocupação com
a comunidade e o meio ambiente.
Posse do Conselho
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Cerca de duzentas
pessoas entre Secretários de Estado e do Município,
Empresários, representantes de ONG’s,
além da Primeira Dama e Presidente do Conselho
de Desenvolvimento Humano, Sra. Sandra Braga, participaram
no dia 26/04/04, no Novotel da posse dos membros do
Conselho de Cidadania Empresarial.
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O conselho é formado
por 100 pessoas egressas de vários segmentos da sociedade,
experientes e afinadas com o trabalho da área social. Abrindo a solenidade
o presidente da Comissão de
Cidadania Empresarial, Ulisses Tapajós Neto, fez uma
breve apresentação da proposta de trabalho
que a Comissão pretende desenvolver durante este ano,
sintetizando ainda, a atuação da Comissão
desde seus primeiros passos até a grande ação
realizada no último Natal, comprovando com números
e dados o crescimento tanto das arrecadações
quanto do engajamento de voluntários. Continuando
o empresário fez questão de ressaltar a liderança
de Sra. Sandra Braga na coordenação do processo
e no apoio das ações desenvolvidas pela entidade.
Presente ao evento o
presidente do Centro da Indústria
do Estado do Amazonas, Maurício Loureiro, um dos idealizadores
do projeto, ressaltou que o lucro deve continuar sendo a
meta do empresário, mas com um diferencial - “Sem
o lucro nada pode ser viabilizado, temos que buscá-lo
sim, mas com ética e responsabilidade, contribuindo
para minimizar as carências das classes menos favorecidas” -
justificou. Ele disse ainda que para frutificar o trabalho
precisa do apoio e da parceria de todos os segmentos da sociedade.
“Engana-se quem tem a pretensão de achar que
pode construir algo sozinho, só com união e
parcerias poderemos avançar em busca de um mundo melhor”.
Em seguida houve a leitura
do termo de posse bem como a relação dos nomes das pessoas que passam a
acompanhar e avaliar as ações e projetos desenvolvidos
pela Comissão de Cidadania Empresarial do Centro da
Indústria do Estado do Amazonas, através do
Conselho Consultivo, Comitê Executivo e Voluntários
do Amazonas.
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