Manaus,
  
EVENTOS
 
X FÓRUM DE RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL EM MANAUS
 

A responsabilidade social empresarial tem se tornado um dos temas debatidos e propagados para a gestão empresarial, tornando-se uma variável que tem prevalecido na estratégia das empresas e na avaliação de seu desempenho. O X Fórum de Responsabilidade Social Empresarial realizado no último dia 30, no Studio 5 Centro de Convenções, criado pela Comissão de Cidadania Empresarial da Federação e do Centro da Indústria do Amazonas vem de encontro a esse tema, abordando questões como empreendedorismo social e a construção do futuro; oportunidades de investimento social privado na educação, na cultura, no desenvolvimento comunitário e no meio ambiente; desenvolvimento de projetos para captação de recursos; responsabilidade social na mídia e relatos de experiências de responsabilidade social empresarial no Brasil que estão dando certo.

No programa de palestras estiveram presentes, entre outros, o membro do Conselho da Federação Nacional da Indústria, Francisco Azevedo, que falou sobre o papel do governo, das empresas e da sociedade formando um novo modelo de gestão para um desenvolvimento sustentável.Em continuação ao tema, foi formada uma mesa-redonda com o presidente da CIEAM, Maurício Loureiro, a deputada Vera Edwards, presidente da Comissão da Zona Franca da Assembléia Legislativa, e Emílio Matos, membro do Instituto ETHOS, que debateram o assunto com a participação da platéia com perguntas.O antropólogo Tião Rocha, presidente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento(CPCD) falou da educação como um mecanismo de transformação social. “Os educadores precisam mudar a dinâmica de ensinar”, enfatizou Rocha.Em seguida Emílio Matos mostrou o papel da empresa socialmente responsável, e como conciliar economia com gestão socioambiental.

Ao final ouve uma apresentação do grupo que melhor representa a musicalidade do caboclo amazonense, o Raízes Caboclas, emocionando os presentes.
O material com as apresentações dos palestrantes já se encontram no link abaixo:

http://www.fieam.org.br/palestras.php


Reciclagem e aproveitamento de resíduos

Após quatro anos da sua fundação por um grupo voluntário de colaboradores da Fundação de Medicina Tropical (FMT), a Associação de Apoio à Criança com HIV, Casa Vhida, inaugurou, no dia 10 de julho, (sábado), sua sede própria, um lar, capaz de atender e dar maior conforto às crianças portadoras da doença.

O 5º Fórum de Responsabilidade Social Empresarial, realizado pela Comissão de Cidadania Empresarial do Centro da Indústria do Estado do Amazonas - Cieam, na semana passada, teve como tema o empreendedorismo social e ambiental, visando a melhoria do meio ambiente e a geração de emprego e renda, por meio de projetos alternativos. Os setenta participantes do evento ficaram impressionados com o talento e a criatividade dos palestrantes.

Os palestrantes Lúcio Ventania, educador e bambuzeiro, que atua na Organização Não-Governamental Bambuzeria Cruzeiro do Sul (Bamcrus) e a eco-designer, Águida Zanol, diretora da ONG Reciclar-T3, expuseram suas experiências profissionais aliando responsabilidade social com a conservação do meio ambiente, resultando num somatório de ações que vão de encontro ao bem-estar pessoal e profissional de pessoas de baixa renda que poderão utilizar os resíduos industriais, domésticos e da própria natureza, com um toque de design e arte, em belas peças de roupa, bijuterias ou em arte.

Á guida Zanol ressaltou sua atuação profissional na Reciclar-T3, entidade sem fins lucrativos que atua na transformação do lixo em matéria-prima, levando para as comunidades carentes a importância tecnológica e social dos trabalhos realizados pelas pessoas envolvidas que passam não só a valorizar o lixo como estimular a criatividade.

O fato de a Amazônia ser considerado um local propício para trabalhos que vão de encontro aos interesses da preservação do meio ambiente, Águida Zanol acredita que Manaus é um local ideal para ser implantado um centro de referência internacional voltado às questões da natureza. Na opinião da designer a implementação de políticas públicas voltadas para a geração de emprego, trabalho e renda é de fundamental importância para combater o desemprego em Manaus e nas várias capitais brasileiras. Nada melhor, mencionou, o engajamento de empresários preocupados com a responsabilidade social em trabalhos dessa natureza onde a matéria-prima custa zero.

Dentre as habilidades de Zanol está a de transformar faixas feitas de pano de algodão (muito utilizadas por políticos ou para lançamentos de produtos) em um lindo terninho; banner em bolsa de passeio e de viagem; saco de cimento pode ser transformado num lindo casaco. As latas em geral podem virar um porta-agenda.
Segundo Zanol o trabalho realizado pelo instituto Reciclar-T3 resgata não só o indivíduo no contexto social, mas também no psicológico. "Ao identificarmos o talento de uma pessoa estamos resgatando sua auto estima", avaliou. O projeto da ONG existe oficialmente desde 1998, mas sua idealização aconteceu há 12 anos.

Lúcio Ventania que utiliza o bambu como matéria-prima transformando em produtos que vão de uns simples brincos, pulseiras e porta-cartão a uma sofisticada movelaria a produtos de decoração, disse que o objetivo é produzir objetos de alta durabilidade e biodegradáveis sem agredir o meio ambiente, ou seja, implantando o desenvolvimento sustentável. "Qualquer objeto pode ser reproduzido a partir da matéria-prima bambu como casas", afirmou.
No workshop promovido pelo Cieam, Lúcio Ventania, falou das experiências realizadas pela ONG Bamcrus, que está gerando trabalho e renda em várias capitais brasileiras a partir do bambu, com grupos de pessoas carentes. No trabalho que realiza o bambuzeiro disse que prepara as pessoas para inseri-las na atividade profissional.

Ventania também comunga da opinião de que Manaus é um excelente local para se trabalhar com bambu, estando inclusive disposto a firmar parcerias com empresas para a construção de uma fábrica de bambu, visando produzir objetos para presentes como porta-cartão, pastas, estilo presidente, banquinhos, entre outros. "É uma excelente contribuição para levantar a auto-estima das pessoas que residem nas comunidades carentes da cidade, que vivem na ociosidade por se encontrarem desempregadas, além de propiciá-las renda para seu sustento e de suas famílias", assegurou.

Segundo o educador, as empresas interessadas em investir em projetos dessa natureza vão estar dando uma grande contribuição de responsabilidade social, visando o resgate da cidadania da população necessitada. A Bamcrus tem como política o Programa de Desenvolvimento do Ciclo do Bambu do Brasil, no qual os participantes são estimulados a desenvolver a criatividade. " Os envolvidos passam por todo o processo de produção", assegurou.

O diretor-presidente da Multibrás da Amazônia, Ulisses Tapajós, é favorável que as empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM) sejam inseridas no contexto social do Estado, procurando dar sua parcela de responsabilidade social para com a comunidade local.



Casa Vhida ganha nova sede para dar maior conforto a crianças portadoras de HIV


Após quatro anos da sua fundação por um grupo voluntário de colaboradores da Fundação de Medicina Tropical (FMT), a Associação de Apoio à Criança com HIV, Casa Vhida, inaugurou, no dia 10 de julho, (sábado), sua sede própria, um lar, capaz de atender e dar maior conforto às crianças portadoras da doença.

Apoiada por cerca de 55 empresas, dentre as quais Philips da Amazônia, Multibrás da Amazônia, Technos, Microservice, Kodak, Tecnocargo, Jabil, todas associadas ao CIEAM.Contou ainda com o Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH), Prefeitura Municipal de Manaus, além de recursos internacionais, da Fundação Suez (França) e Fundação Bill Gates (Estados Unidos).

Fundada em dezembro de 1999, a Casa Vhida tem 215 crianças cadastradas. Desse total, 60 foram diagnosticadas como soropositivas e outras ainda encontram-se sob investigação. Vinte e seis moram no local, contando com assistência permanente, que passam a receber medicamentos e suporte psicológico.

As crianças são visitadas pelos parentes e familiares ou são levadas para passeios pelos padrinhos que se sensibilizam com elas e as adotam, ajudando-as ou proporcionando-lhes momentos de alegria. O compromisso da entidade com os pequenos estende-se aos irmãos. Há casos em que, ficando órfão, o portador da doença passa a morar na casa e a entidade passa a assistir também os irmãos, para não separá-los.

A médica Solange Andrade , diretora da Casa Vhida, explica que em muitos casos o atendimento começa mesmo antes de a criança nascer, quando a mãe, infectada, recebe orientações e tratamentos adequados para minimizar a possibilidade de o bebê vir a ser infectado. Somente aos dois anos, quando a criança nasce de uma mãe portadora da doença, pode-se ter a certeza de que ela adquiriu ou não o vírus HIV. Antes disso, é considerado um "bebê exposto ao HIV", devendo ser acompanhado desde a gestação. O contágio pode ocorrer dentro da barriga da mãe, na hora do parto ou por meio da amamentação. "Nosso trabalho consiste em tentar evitar que as crianças fiquem infectadas, seja por meio do tratamento da mãe ou fornecendo o leite que elas precisam para se alimentar, já que não podem contar com o aleitamento materno", informa Solange Andrade . Caso seja contaminada, a criança passa a dispor de toda a estrutura que a Casa Vhida oferece para que leve uma vida alegre como toda criança merece ter, com lazer, descontração e tendo acesso a serviços médicos, psicológicos e pedagógicos. Se não for infectada, recebe alta.

A nova sede, cujo terreno foi doado pela Prefeitura, em 2003, o prédio de dois pavimentos é dividida em dois blocos: um administrativo e assistencial e outro residencial e pedagógico, área de lazer apropriada para as crianças que poderão ter contato com a natureza, uma quadra para a prática de esportes, quatro dormitórios confortáveis, e berçários (a atual sede dispõe de dois quartos e um berçário).

Para a médica, a nova sede representa a concretização de um sonho:poder oferecer uma vida melhor para as crianças assistidas pela entidade. "Estas crianças já enfrentam uma batalha muito árdua contra a doença, e ficamos felizes em poder tornar esse fardo menos pesado, dando momentos de alegria, lazer e descontração", afirma Solange. O desafio, acrescenta a médica, é fazer com que as crianças não sintam a diferença entre viver tendo que enfrentar uma doença que não tem cura e levar o dia a dia normal, como qualquer pessoa sadia.

Solange Andrade explica que 10 colaboradores, entre empresas e pessoas físicas, ajudam de forma permanente com os custos do projeto, que serão maiores agora com a ampliação da casa e precisará de mais adeptos. "Temos que agradecer os que sempre colaboraram e apoiaram na manutenção da casa e na construção", diz a diretora. Para ajudar a Casa Vhida, pode-se ligar para o telefone 234-3453 até o final do mês de julho e para o número 656-1250 a partir de agosto, quando a entidade estará funcionando na nova sede.

Quer ajudar?Depósitos devem ser feitos nominais à Associação de Apoio à Criança com HIV, Banco Bradesco, agência 482-0, conta 624913-2. Visite o site na Internet www.casavhida.com.br que está sendo reformulado e que foi elaborado sob o patrocínio da Rede Amazônica e Portal Amazônia.

Patrícia Oliveira - Comunicação Empresarial - Multibrás da Amazônia S/A


Mulheres do Pólo Industrial de Manaus, recebem homenagem do CIEAM

No dia 8 de março de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas de trabalho por dia, para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16   horas,  recebiam menos  de  um
terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, houve um incêndio, no qual cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres que morreram queimadas, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas, reconhecendo a importante participação da mulher no Pólo Industrial de Manaus, entregou o “CIEAM 2003”, troféu que reconhece e presta uma justa homenagem, àquelas que representam 60% da mão-de-obra do Pólo Industrial de Manaus.

As mulheres que mais se destacaram no segmento no ano de 2003, receberam o troféu em um evento que contou com a participação das empresas associadas, parceiros e convidados.A Sra. Sandra Braga, Primeira Dama do Estado e Presidente do Conselho de Desenvolvimento Humano, recebeu homenagem especial.

Receberam o troféu “Cieam 2003”

01. Dra. Flávia Grosso – Superintendente da SUFRAMA.
02. Vanessa Graziotin – Deputada Federal.
03. Dra. Isa Assef – Diretora da FUCAPI.
04. Profa. Maria José Silva – Diretora do SEBRAE/AM.
05. Profa. Rosa Pontes – Diretora do Isae.
06. Deisy Athaíde – Gerente de Materiais da Kodak.
07. Vânia Thaumaturgo – Gerente de Recursos Humanos da Nokia.
08. Kellen Osmídio – Gerente Executiva da Junior Achievement.
09. Rozenilda Rocha – Chefe de Manufatura da Multibras.
10. Francisca de Fátima Ferreira – Supervisora de Produção da CCE.


2º Fórum de Cidadania Empresarial – O Relatório Anual e o Balanço Social

Cerca de vinte e cinco empresas participaram durante o dia 26 de abril, no auditório da Suframa , do 2º Fórum de Cidadania Empresarial, promovido pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas – Cieam.

Na abertura do evento, o presidente do Comitê Executivo da Comissão de Cidadania Empresarial da entidade, Ulisses Tapajós Neto, disse que as empresas ali representadas por seus diretores e gerentes estão plantando a semente da ação voluntária no sentido de diminuir as desigualdades sociais. “Há pessoas que lêem história, vocês estão fazendo a história”, disse o executivo numa referência ao comportamento pioneiro e lúcido dos que saíram dos gabinetes para emprestar tempo e talento em prol da causa social.

Ele continuou enumerando os sete itens que são os objetivos da Comissão este ano: capacitação das empresas para realizar o balanço social, divulgar a possibilidade de destinação de percentuais do Imposto de Renda para projetos sociais, pesquisa para detectar as carências das comunidades pobres da periferia, desenvolvimento de programas de geração de renda, organização dos Executivos Voluntários, realização do dia V e o Natal da Esperança.

Para o instrutor do workshop, Roberto Gonzalez, ao se orientar para a elaboração dos balanços sociais das empresas, deve-se lembrar que “Não há receita de bolo para ser copiada, cada caso é um caso, que deve ser levado em conta pelos gestores”, ensina.

Durante a atividade os participantes tiveram oportunidade de conhecer aspectos teóricos, relato de experiências e modelos existentes, bem como receberam orientações e esclarecimentos do especialista a cerca da elaboração do balanço social – o mais importante veículo de comunicação da responsabilidade social empresarial.

O Que é Balanço Social

O Balanço Social é um demonstrativo publicado anualmente pela empresa, que reúne informações sobre os projetos, benefícios e ações sociais dirigidas aos colaboradores, investidores, acionistas, fornecedores e à comunidade.

Ao realizar o Balanço Social a empresa é capaz de avaliar como vem desempenhando a responsabilidade social corporativa e qual o grau de preocupação com a comunidade e o meio ambiente.


Posse do Conselho

Cerca de duzentas pessoas entre Secretários de Estado e do Município, Empresários, representantes de ONG’s, além da Primeira Dama e Presidente do Conselho de Desenvolvimento Humano, Sra. Sandra Braga, participaram no dia 26/04/04, no Novotel da posse dos membros do Conselho de Cidadania Empresarial.

O conselho é formado por 100 pessoas egressas de vários segmentos da sociedade, experientes e afinadas com o trabalho da área social.

Abrindo a solenidade o presidente da Comissão de Cidadania Empresarial, Ulisses Tapajós Neto, fez uma breve apresentação da proposta de trabalho que a Comissão pretende desenvolver durante este ano, sintetizando ainda, a atuação da Comissão desde seus primeiros passos até a grande ação realizada no último Natal, comprovando com números e dados o crescimento tanto das arrecadações quanto do engajamento de voluntários. Continuando o empresário fez questão de ressaltar a liderança de Sra. Sandra Braga na coordenação do processo e no apoio das ações desenvolvidas pela entidade.

Presente ao evento o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Maurício Loureiro, um dos idealizadores do projeto, ressaltou que o lucro deve continuar sendo a meta do empresário, mas com um diferencial - “Sem o lucro nada pode ser viabilizado, temos que buscá-lo sim, mas com ética e responsabilidade, contribuindo para minimizar as carências das classes menos favorecidas” - justificou. Ele disse ainda que para frutificar o trabalho precisa do apoio e da parceria de todos os segmentos da sociedade.

“Engana-se quem tem a pretensão de achar que pode construir algo sozinho, só com união e parcerias poderemos avançar em busca de um mundo melhor”.

Em seguida houve a leitura do termo de posse bem como a relação dos nomes das pessoas que passam a acompanhar e avaliar as ações e projetos desenvolvidos pela Comissão de Cidadania Empresarial do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, através do Conselho Consultivo, Comitê Executivo e Voluntários do Amazonas.

 
   
   
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