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presidente do CIEAM avalia desempenho da ZFM
Maurício Loureiro chegou à Manaus
no dia 25 de março de 1981 para dirigir a Technos
da Amazônia.Conhecido e admirado pela sua personalidade
forte, idéias inovadoras, espírito de equipe,
posicionamento firme na defesa dos interesses das empresas,
conhece profundamente o Pólo Industrial de Manaus
- PIM, imprimiu no CIEAM, a sua marca de trabalho, que conta
com a participação e apoio da Diretoria.Nesta
entrevista Maurício avalia o desempenho da Entidade
atendo-se ao passado de lutas em prol da primeira prorrogação
do modelo e de seus interesses.
"Creio que durante todo este tempo de existência
o Cieam mereceu lugar de destaque junto aos seus pares, em
especial a um grupo de pessoas e empresas que ao longo de
todo este tempo dedicaram coragem, empreendedorismo empresarial
e muita força de vontade por estarem à frente
de uma entidade que sempre foi combativa e que sempre esteve à serviço
de seus associados", mencionou.Mauricio Loureiro vê hoje
o Cieam mais forte e mais unido em torno de seus associados
e de seus interesses. Não é a figura do seu
presidente que por si só o faz forte, respeitado,
integrada à comunidade, à sociedade.E a união
com nossos associados que nos torna forte, avaliou. Para
o representante é preciso entender que uma entidade
de classe só é viável se todos os interesses
forem conciliados, sem abrir mão da ética,
da transparência e, o que é mais importante,
do respeito pelo seu associado. Numa análise macro
sobre a atuação da classe empresarial brasileira,
seja de empresários nacionais ou estrangeiros, Mauricio
Loureiro disse que passa pela forma com que o poder público
trata ou lida com a classe empresarial. A partir do governo
Lula, Mauricio Loureiro disse que muitos empresários
modificaram seus pensamentos, e passaram a perceber que,
se quiserem um Brasil mais desenvolvido, mais próspero, é preciso
que as relações sejam de confiança,
de transparência, de diálogo. No tocante a responsabilidade
social disse que o órgão está atuando
com a mesma consciência com que os demais empresários
brasileiros têm atuado. Ou seja, com cuidado com o
que se leva avante como atividades de responsabilidade social. "Temos
tentado incutir na cabeça dos demais colegas empresários
que responsabilidade social é um tema que virou moda,
mas nem por isso, deve ser tratado como coisa comum",
avaliou. Na opinião de Loureiro a classe empresarial
local tem este conceito incorporado às suas empresas
e à comunidade de maneira geral, só não
havia sido divulgado adequadamente ao longo dos anos. Daí a
decisão de criar a diretoria de responsabilidade social
do Cieam, que é coordenada pelo diretor-presidente
da Multibrás, Ulisses Tapajós. "Que tem
em seu escopo várias ações que estão
sendo desenvolvidas, entre elas, o incentivo às empresas
associadas ao Cieam para a feitura do Balanço Social",
informou. Mauricio Loureiro não descarta a possibilidade
de estender as ações de responsabilidade social
para o interior do Estado futuramente. "Parece-me que
ainda é muito cedo para traçar ou querer alçar
vôos mais altos. Porém, se trabalharmos com
afinco e construirmos boas parcerias, poderemos ir mais longe.
Mas, somente o tempo dirá", avaliou.
Relações Governamentais
Segundo Mauricio Loureiro o Cieam não tem nenhum
problema de relacionamento com a Suframa ou qualquer órgão
da área federal, estadual ou municipal. O representante
disse estar sempre aberto a conversar e a ouvir, desde que
não tenha que transgredir conceitos que superem a ética
profissional. Mesmo nas questões polêmicas,
o presidente da entidade disse procurar conciliares interesses,
os mais diversos, procurando consultar outras pessoas que
sempre estão aptas a colaborar com esta ou aquela
opinião. "Aprendi, que "consultar o travesseiro" pode
não ser a melhor maneira de administrar. É sempre
bom ouvir, deduzir, contemporizar e depois decidir. E é assim
que temos feito no Cieam ao longo desse tempo", informou.
Na pauta de projetos da entidade para serem executados este
ano há alguns em andamento, outros em maturação,
e muitos outros para o futuro. Pelo menos dois são
da maior importância neste momento que é conseguir
junto ao governo federal, com o apoio dos parlamentares do
Estado, do governo, da Suframa e de todos àqueles
que puderem ajudar a restabelecer as vantagens competitivas
da ZFM no que diz respeito ao PIS/Cofins. O outro ponto é reafirmar
junto ao governo federal a necessidade de manter um diferencial
na Lei de Informática para o PIM. "Se titubearmos
em relação a este assunto poderemos estar jogando
o nosso futuro no precipício. A convergência
tecnológica e outras implicações que
passam pelo interesse de pessoas jurídicas ou físicas
podem vir a comprometer toda a estrutura econômica
do Estado", disse.
O Modelo ZFM
Quanto ao modelo ZFM Loureiro defende ser um dos poucos
ou o único de desenvolvimento econômico que
deu certo no Brasil. Ao longo do tempo Loureiro disse ter
havido muitos problemas e ainda há muitos, cuja maioria
deles foi sempre por influência política, ou
por disputas.Em sua essência, comentou, o modelo é exemplar,
pois premia a competência empresarial e sua competitividade.
Os incentivos fiscais somente são concedidos quando
uma determinada empresa, por sua competência, consegue
colocar seus produtos no mercado e esses produtos são
efetivamente consumidos pelo mercado.Somente assim, avaliou, é que
os incentivos fiscais são concedidos. Loureiro mencionou
que se não houver venda efetiva não há recolhimento,
com benefício de redução do II (Imposto
de Importação) e a isenção do
IPI. "Se não houver a venda efetiva não
haverá redução do ICMS, e se não
houver lucro na operação, não haverá benefício
da redução do Imposto de Renda. Logo, é preciso
ser competente em relação ao mercado, pois,
se nada disso ocorrer, não haverá incentivos
a serem usufruídos", finalizou.
Legislação própria e adequada
Segundo Loureiro o PIM só terá sua independência
tributária a partir do momento em que tiver uma definição
clara e inequívoca de uma legislação
totalmente própria e adequada ao nosso sistema tributário.
O Amazonas é uma exceção no Brasil e
como tal deveria ser tratado. "Não há como
conciliar os interesses do Brasil com os nossos.Exemplo:
Temos hoje uma legislação aduaneira no Brasil
com dois decretos-lei, 3766 e ou a 288/67, ambos tratando
de assuntos iguais, porém, com características
diferentes. É preciso que tenhamos uma definição
mais específica por parte do governo federal, pois
sempre haverá uma " Espada de Damocles" sobre
nossas cabeças, mesmo que estejamos sob a proteção
do Artigo 40 das Disposições Transitórias,
inserido na CF de 1988, que, em tese, nos garantiria todos
os benefícios fiscais daquela data em diante",
finalizou
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