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Fábricas de bicicletas do Polo Industrial de Manaus temem fechar com novo projeto

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22/04/2014

O alerta é do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus (Sinmen), Athaydes Mariano Félix, ao temer a aprovação do Projeto de Lei 166/2009, que tramita no Senado

O fim da alíquota de 10% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente nas bicicletas fabricadas fora da Zona Franca de Manaus beneficiará as empresas de outros Estados e ameaça fechar as portas das fabricantes locais. O alerta é do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus (Sinmen), Athaydes Mariano Félix, ao temer a aprovação do Projeto de Lei 166/2009, que tramita no Senado.

“Qualquer redução de impostos vai complicar ainda mais o quadro local. Se reduzir o imposto, o cenário será de fechamento das fabricantes que aqui se encontram. As empresas locais perderiam a competitividade. Não são só os impostos que afetam o segmento, mas é o comércio no Brasil todo”, disse Félix.

O representante das indústrias admite, no entanto, que as empresas locais fabricantes das ‘magrelas’ enfrentarão a pressão nacional para reduzir o custo do produto. De acordo com Mariano Félix, caso haja de fato a isenção, o governo do Estado poderia encontrar ações para compensar as fábricas, como eximir o pagamento das taxas do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviço e Interiorização (FTI), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), José Eduardo Gonçalves, ao contestar o estudo da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), que faz lobby para a aprovação do projeto. De acordo com Gonçalves, se a isenção do tributo for aprovada, apenas o mercado asiático vai sair ganhando.

“Eles querem vender mais bicicletas importadas e oferecer as montadas fora de Manaus um benefício igual aos das que são produzidas no PIM (Polo Industrial de Manaus), apenas para obter mais resultados comerciais. A Abraciclo é contra porque, na verdade, essas pessoas estão utilizando os atrativos da bicicleta, as questões de saúde, para tirar vantagem”, critica o dirigente.

Segundo Gonçalves, apesar da isenção dos tributos do PIM , as empresas locais têm outros compromissos.

“O fabricante que está em Manaus tem o benefício tributário, mas oferece uma contrapartida grande, que é o investimento no desenvolvimento de novos produtos, novas tecnologias, geração de empregos, capacitação de quem está empregado e a preservação da Amazônia”, justificou o diretor da Abraciclo.

De acordo com Gonçalves, a redução ou isenção do IPI nas bicicletas ppara os fabricantes de outros Estados irá reduzir a atratividade de empresas locais. “O único Polo de Duas Rodas do Brasil está em Manaus e foram 40 anos para construir uma cadeia produtiva com fornecedores locais, com investimento constante no desenvolvimento de produtos. Há todo um histórico que deve ser considerado”, defendeu.

Fonte: Portal D24am.com

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